Foto: Creative Commons
Celeiro
Cana e Etanol
Em tempos de preocupação mundial com as questões ambientais e possíveis problemas de suprimento e aumento de preços dos combustíveis fósseis, o setor sucroenergético brasileiro assume posição cada vez mais estratégica no cenário global. Líder mundial em produção de cana, o Brasil é também o maior exportador de açúcar (com embarques para mais de 100 países) e principal referência no desenvolvimento de combustíveis renováveis. O etanol brasileiro feito a partir da cana de açúcar apresenta a maior produtividade em litros por hectares quando comparado às demais alternativas (milho e beterraba) e alimenta hoje uma frota com mais de 2 milhões de automóveis.
A lavoura de cana ocupa cerca de 7 mi de hectares ou aproximadamente 2% de toda a terra arável do Brasil. A região Sudeste responde sozinha por quase 70% da produção, seguida pelo Nordeste (12,4%), Centro-Oeste (10,3%) e Sul (9,2%). A mecanização da lavoura é uma das principais metas do setor. Em São Paulo, 50% da colheita já é feita por máquinas. O alto grau tecnológico das usinas brasileiras permite uma produção combinada de açúcar e etanol e toda energia utilizada no processo industrial é gerada dentro das próprias usinas, a partir da queima do bagaço da cana. Este processo, chamado de cogeração, é capaz de suprir as necessidades da usina e prover energia excedente para a rede pública de energia elétrica.